(via brunaz)

(Source: redbells)

Pessoa

Coisa que acaba. Troço que tem fim. Sujeito. Que não dura, que se extingue. Míngua. Negócio finito, que finda. Festa que termina. Coisa que passa, se apaga, fina. Pessoa. Troço que definha. Que será cinzas. Que o chão devora. Fogo que o vento assopra. Bolha que estoura. Sujeito. Líquido que evapora. Lixo que se joga fora. Coisa que não sobra, soçobra, vai embora. Que nada fixa. A foto amarela o filme queima embolora a memória falha o papel se rasga se perde não se repete. Pessoa. Pedaço de perda. Coisa que cessa, fenece, apodrece. Fome que sacia. Negócio que some, que se consome. Sujeito. Água que o sol seca, que a terra bebe. Algo que morre, falece, desaparece. Cara, bicho, objeto. Nome que se esquece.

Arnaldo Antunes.

(Source: malickel)

A arte dá Asas, e não muletas

21/10/2010

Desci a escada da história as 14h e 20, o professor havia pego febre amarela, assinei a presença e sai correndo ligando o celular para avisar o Pepi, e quem sabe por sorte ele ainda não havia pego o ônibus, e se tivesse pego talvez descesse num ponto adiante ainda dentro da universidade, eu me propunha a pagar outra passagem, e quem sabe a gente faria o programa que estávamos combinando alguns minutos, de ir pra São Bernardo pegar o carro da mãe dele e dar uma volta. Desci a escada da história apresado com o celular na mão e avistei o ônibus, pensei como seria legal se o ´pepi estivesse nesse, e ele pos a cabeça pra fora e gritou João!, eu corri e pedi para o motorista parar, ele desenhou uma cara de desgosto e abriu, eu paguei, me sentei e apanhei o computador.